27 de janeiro de 2013

O Brasil Está de Luto

Oii gente!!!

Eu costumo sempre brincar com vocês mais agora esse post é super sério!!!!
Como vocês já devem saber nessa madrugada, as duas da manhã, aconteceu um grande incêndio em Santa Maria no estado do Rio Grade do Sul.
O número de mortos foi de 233 pessoas e algumas foram hospitalizadas.
E o número de mortos poderia ter sido menor, mas como moramos no Brasil e grande parte das pessoas só pensam em dinheiro muitas pessoas morreram pois a porta de saída foi bloqueada por alguns seguranças que não deixaram as pessoas sair sem pagar. Mas graças a Deus não foram todos os seguranças que agiram com ignorância, pelo que vi na reportagem alguns seguranças tentaram ajudar as pessoas!

Então eu desejo a todos que perderam seus parentes e amigos meus pêsames e que Deus conforte todos que faleceram, ao seu lado. E espero que aqueles que estão hospitalizados melhorem e possam fazer justiça!! Que Deus de conforto a todos familiares dessa tragédia..

Então eu termino esse post com um texto de uma fan page de uma cara chamado Fabrício Carpinejar que escreveu em homenagem aos falecido!! Acessem a fan page AQUI !!



A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. 

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.




                                           
              

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